Investir em gente ainda é o melhor negócio de qualquer empresa

O mundo está carente de pessoas criativas e amistosas e a empregabilidade está em dois grandes grupos simultâneos de habilidades: gestão e pessoas. É certo que a desaceleração da economia mundial vai gerar elevação na taxa de desemprego no Brasil já neste final de 2011. Por mais que nossa economia esteja favorecida, em relação à média dos países mais ricos, nós não conseguiremos consumir tudo o que produzimos e os entraves impostos pela burocracia, pela corrupção e pelo baixo investimento em infra estrutura, incluindo educação e saúde, constituem-se em barreiras ao nosso crescimento.

Pelos sensores econômicos do IPEA, a inflação cresce forte e pode fechar o ano com uma taxa de 6,2% enquanto o crescimento da economia tende a fechar  em apenas 3,9%. Para o curto prazo a situação é agravada pelo desvio maciço de investimentos públicos para a copa e as olimpíadas.

Portanto, seja empresário, empregado ou prestador de serviços é importante atenção às tendências que o cenário aponta. De acordo com a revista Época, 08/11, as 10 áreas mais promissoras do mercado são: Petróleo e Gás; Inteligência para Empresas; Varejo Popular; Centros de Pesquisa; Serviço para Agronegócio; Sustentabilidade; Interior de São Paulo; Nordeste; Construção Civil e Infraestrutura e Setor Público.

As empresas mais desejadas pelo mercado segundo a Carta Capital, 2010 apresentam como diferencial: Notoriedade no que fazem e capacidade de inovação. Demonstram compromisso com seus recursos humanos, com a sociedade e o país. Tem qualidade de gestão, solidez financeira, ética, respeito ao consumidor e qualidade de produtos e serviços.

O mercado exige muito do profissional, e as qualidades interpessoais mais requeridas no momento são:
•    Liderança (realizar por meio de terceiros)
•    Desenvolvimento da equipe (interdependência)
•    Motivação (compromisso)
•    Comunicação (fazer-se entendido)
•    Influência (compartilhe o poder)
•    Processo decisório (isolado ou em equipe)
•    Conhecimento político e cultural (diplomacia)
•    Negociação (relação de ganho para as partes)

Conforme pesquisa da DBM deste ano, 60% dos principais motivos para um profissional sair de uma empresa estão relacionados à falta de desafios, de perspectivas de crescimento profissional e de sustentabilidade da empresa. E 29% dos entrevistados declararam que para se interessar por uma empresa ela precisa apresentar além da perspectiva, boas práticas e procedimentos de gestão.

Este dado é reforçado pela pesquisa da Você S/A – Exame 2011, quando constata que o ponto comum entre as 150 melhores empresas para se trabalhar praticam em seu estilo de gestão: Muitas promoções de cargos, progressões por mérito nos salários  e generosas participações nos lucros e resultados. Práticas mais sofisticadas e profissionalizadas na gestão com pessoas, como por exemplo, entender que treinamento e desenvolvimento não são mais diferenciais.

Enfim, por meio de números várias pesquisas confirmam que investir em gente ainda é o melhor negócio de qualquer empresa.

Soraya Gervásio – Outubro de 2011

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