Teoria de redes públicas, do Equilíbrio Pontuado e da Coalizão de Defesa – Alguns aspectos

Teoria de redes públicas, do Equilíbrio Pontuado e da Coalizão de Defesa – Alguns aspectos

A Teoria de redes públicas surgiu em resposta à necessidade de uma governança urbana ou interativa. O contexto é de um Estado que não deseja ser visto como tecnocrata ou autoritário. O foco de análise dessa teoria visa encontrar novas formas de gerenciar, para isso, convoca a participação da sociedade a fim de que esta se represente na formulação, implementação e avaliação de políticas públicas. Essa teoria coloca a sociedade como co-gestora das políticas públicas. Ela busca o diálogo, o fluxo de demandas entre Estado e sociedade e pede uma interatividade democrática. Seu objetivo é construir ações públicas benéficas a todos e da forma mais colegiada possível.

A Teoria do equilíbrio pontuado ou “interrompido” surgiu quando eram estudadas as mudanças na legislação. Percebeu-se que longos períodos de mudanças incrementais eram interrompidos por curtos períodos de fortes e impactantes mudanças. O foco de análise dessa teoria se tornou mais sofisticado e possibilitou a percepção da correlação entre esses curtos períodos de grandes mudanças e a mobilização dos adversários políticos, ou não, para produzirem novas imagens de representação política. Destaca-se, também nessa teoria, que a presença desses curtos e pontuados episódios políticos gera um grande impacto nos orçamentos federais, seja no médio ou longo prazo.

A Teoria da Coalizão de Defesa surgiu pelo interesse em se entender o sistema de crenças das elites políticas. O objetivo era obter aprendizado e estratégia de defesa na gestão das políticas públicas. Seu foco de análise visa identificar os movimentos internos de instituições; as alterações de comportamentos de pessoas que compartilham de um conjunto de crenças políticas; a forma como grupos de pessoas obtém a defesa de seus ideais. E também visa analisar as garantias que se fazem necessárias para permitir uma cobrança mútua de todos os agentes políticos para assim, garantir a manutenção da democracia. Enfim, há um compartilhamento do poder no grupo e a consciência da força de variáveis externas sobre seu funcionamento.

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