Gestão por competências precisa ser autorizada pelo Estado e  desejada pelos servidores

Gestão por competências precisa ser autorizada pelo Estado e desejada pelos servidores

Os cargos públicos estão mais complexos e exigem um perfil de profissionais altamente capacitados para saber fazer acontecer. Competência é essa capacidade para apresentar resultados que sejam legitimados pela organização. Isso significa que a gestão de pessoas deve mapear as competências requeridas pela organização, o perfil de cada profissional, orientar a construção de um plano de desenvolvimento e avaliar a efetividade dos resultados para a organização.

A principal alteração no perfil exigido dos profissionais foi, provavelmente, o de autogestão de suas carreiras. Isso passa a implicar um esforço contínuo para entendimento das demandas organizacionais, foco nos resultados e uma postura constante de aprendizagem para melhoria do próprio indivíduo e de sua organização.

O foco da gestão das pessoas está saindo dos departamentos de recursos humanos. Esses departamentos hoje funcionam mais como assessoria do que como dirigentes das carreiras de seus recursos humanos. Atualmente o esperado é que o próprio ocupante do cargo é quem deva assumir a gestão de suas competências. Entretanto, é importante considerar que cabe à organização criar as condições técnicas para que essa gestão seja possível. Tão importante quanto saber e querer produzir resultados é a permissão institucional para que isso aconteça.

O sucesso da instituição depende do envolvimento de todos os seus profissionais para que haja o pleno cumprimento de sua missão. A estratégia de gestão de pessoas deve permitir que todos os profissionais possam conhecer os objetivos organizacionais e, como as ações decorrentes terão interface estratégica em todos os demais programas de governo. Um bom plano de desenvolvimento profissional para gestão das competências deve possibilitar a aplicação específica de competências requeridas para o cumprimento da missão institucional, possibilitando a expansão do potencial e o respeito aos limites de cada profissional.

Considerando-se que a gestão de competências visa à melhoria dos resultados organizacionais, é relevante instituir pelo menos um indicador para mensuração dos resultados.  A composição dos indicadores de desempenho, na proposta de gestão de pessoas por competências, pode considerar, entre muitas recomendações, a evolução na perspectiva do aprendizado e do crescimento.

Como o objetivo estratégico da atual administração pública é qualificar os servidores, este indicador será muito oportuno; pois irá considerar as evoluções obtidas pelas pessoas como indivíduos e profissionais e as evoluções nos sistemas e nos procedimentos organizacionais.

Dessa forma, será possível viabilizar a gestão de pessoas por competências num enfoque de aprendizado e crescimento para toda a organização.

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